quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Estou a ficar senil.

Hoje saí cedo para a caminhada e uma ida ao LIDL. Voltei por volta das 10 horas e reparei que não tinha bebido café. A seguir fiz um pequeno lanche (que os meus diabetes têm de ser bem alimentados) e comecei a sentir um cansaço, uma sonolência, que optei por me encostar no sofá, a jogar no tablet, em vez de voltar a sair (vantagens de ter férias prolongadas...). Não aguentei 5 minutos sem adormecer. Acordei depois do meio dia, mas tinha tanta vontade de me levantar como de ver as tripas de fora.
Depois de almoçar, quando estava a tirar o café, é que dei por falta de duas chávenas sujas no lava-loiça. Tinha voltado a esquecer-me de beber café, no "lanche" das 10 horas, o que significa que andei toda a manhã sem cafeína e explica toda esta sonolência.

P.S. Mesmo agora, enquanto escrevia o texto, ouvi-se a respiração "pesada" da Nina, aqui ao lado, onde costumava estar a cama dela...

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Mundo redondo de gente quadrada

Desde que sou “consumidor” de notícias online que me venho a aperceber que o nosso mundo redondo é um viveiro de gente quadrada e iletrada. Pessoas incapazes de entender um texto simples, que fazem comentários absolutamente descontextualizados e interpretações imbecis de qualquer figura de estilo escrita pelo autor da notícia, ou por algum comentador menos obtuso. Numa parada de acusações dignas de crianças de uma escola primária para deficientes mentais profundos, geram-se discussões inflamadas acerca de nada, que descambam num chorrilho de impropérios e acusações descabidas de sentido.
Raramente me deixo enredar neste tipo de discussões. Mesmo naquelas situações onde a imbecilidade ultrapassa todos os limites, prefiro dar uma resposta irónica e deixar o imbecil a falar sozinho, como aconteceu no exemplo que vou dar.
Há dias surgiu uma notícia sobre um caso ocorrido no edifício da EDP, em que cerca de 20 pessoas tiveram de ser assistidas pelo INEM, devido a queixas de náuseas e irritações da pele, em que me limitei a fazer o seguinte comentário, em meu entender, completamente inofensivo:

Eu também costumo ficar agoniado, mas é quando recebo a fatura da EDP.

Pois houve logo um energúmeno que viu nisto um motivo de ofensa às vítimas e reagiu com mais azia do que os adeptos do “zportem” e do FCP, todos juntos.

“Comentário de mau gosto com total desprezo por quem lá trabalha. Se fosse você ou um seu familiar teria mais respeito.”


Eu confesso que não tenho paciência para explicar a esta gente algo que eles nunca iriam entender e em vez de alimentar mais polémicas, deixei uma resposta sem margem para resposta e a indicação ao fulano para que seguisse este link.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Adotei um novo animal

O meu novo animal de estimação é uma osga idêntica à da imagem.


A foto não é minha, porque ela é muito tímida.
Anda por aqui há uns anos, mas raramente se deixa ver mais do que o tempo necessário para passar de um vaso para o outro.
Outro dia andei a fazer alterações no "jardim" e, por duas vezes, quando ia a pegar nos vasos, sentia uma coisa a mexer na mão e ela saltava assustada.
Agora que tenho mais tempo, vou tentar domesticá-la e, quem sabe, um dia destes vão-me ver na rua com a minha osga pela trela.

Queria aproveitar para agradecer a todas as pessoas que aqui vêm e me têm aturado a nostalgia.
Hoje fui doar as coisas da Nina, Levei camas, almofadas, medicamentos, corta-unhas, trelas, coleiras e o resto da ração (e mais dois sacos que fui comprar de propósito) ao canil municipal, que não abate animais. Tinha dito que deitava tudo fora, mas a minha "Maria" convenceu-me a doar. Claro que a senhora tentou convencer-me a adotar outro animal, mas eu faço as contas e penso que daqui por 15 ou 16 anos, se ainda andar neste mundo, provavelmente nem estou capaz de tomar conta de mim, quanto mais de um animal.
Talvez esteja a ser demasiado egoísta, mas a vida está a ficar cada dia mais curta e quero aproveitar o que resta sem mais desgostos.
Sinto que ao decidir pôr fim à vida da minha amiga, traí a confiança que ela sempre depositou em mim e isso deixa-me na merda... ou faz-me sentir uma merda...