terça-feira, 4 de junho de 2019

Só podem ser ciganos...

Portugueses que vendiam falsa cocaína em Madrid foram libertados: Ao todo, 17 portugueses pertencentes a uma mesma família tentaram vender falsa cocaína nas praças de Madrid, durante um festival, por ocasião da final da Champions. Acabaram detidos pela polícia

Nenhum jornalista se atreve a escrever que eram ciganos, mas não é preciso. Só a ciganada mete 17 familiares num negócio de droga falsa.
No verão de 2017 andávamos a passear em Lisboa e, no Campo das Cebolas, apareceram-nos dois tipos a oferecer haxixe.
Ainda estou para saber se os fulanos nos acharam com cara de "cotas" agarrados à erva, ou de otários porque, por acaso, uns dias antes tinha sido publicada a notícia de que a ciganada andava na baixa a oferecer louro triturado por haxixe.
Se o louro for como os orégãos, não dá grande "pedra", mas distrai. E serve para temperar os caracóis. 🤣🤣🤣

Cuidado com as medalhas

Antes de darem qualquer condecoração às figuras públicas recentemente ou futuramente falecidas, convém verificar se os/as mesmos/as não têm dívidas à CGD.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Abençoadas greves dos médicos...

... pois são as únicas alturas em que a classe se lembra dos "doentinhos".
Certamente já repararam, nas declarações à comunicação social, que os "doentinhos" são sempre a causa com que o pessoal afeto ao SNS, sobretudo os médicos, justificam a greve.

- Estamos em greve pelos direitos dos "doentinhos", por um atendimento condigno dos "doentinhos" e por um SNS onde os "doentinhos" não morram nos corredores dos hospitais.

Depois a greve acaba e os "doentinhos" são tratados como carros ou eletrodomésticos avariados, que ficam à espera que a "Midas" ou a "Worten" se lembre de mandar uma SMS com o diagnóstico e respetivo orçamento.

Dizem as estatísticas que cada cigarro fumado, equivale a menos 8 minutos de vida.
Ainda estará por fazer uma estatística que diga a quantos minutos de vida equivale cada dia que um doente passa a andar de um lado para o outro, sem destino, ou a dormir com o telemóvel à cabeceira, à espera da chamada prometida, com o resultado daquele exame que tanto pode ser inconclusivo, como ser a "crónica de uma morte anunciada".

Ninguém se lembra de nós, a não ser como justificação para as greves de médicos e restante pessoal da saúde.
Ninguém se preocupa em saber o tamanho do drama que se desenrola dentro da cabeça de doentes que já foram "carimbados" uma vez e sabem que dificilmente se escapa duas vezes ao cancro.

Como dizia uma ex-colega de trabalho, cujo marido ficou esquecido no hospital, pelo médico que o mandou internar:
- Os doentes haviam de morrer todos de repente, a ver do que é que os médicos viviam.