terça-feira, 17 de outubro de 2017

O regresso do cata-vento

Ah, pensavam que o Marcelo era o Marcelo dos mergulhos na praia dos pescadores e dos beijinhos às velhinhas desdentadas? Não, o Marcelo era isso tudo enquanto Passos Coelho não largava o cadeirão do PSD. Porque, é bom que não nos esqueçamos, o principal inimigo do Marcelo, era o gajo de bandeirinha na lapela, aquele que um dia teve a ousadia de insinuar que ele, Marcelo, não passava de um cata-vento.
Para arrasar o Passos, Marcelo não se importou de andar com o Costa ao colo e o Jerónimo e a Catarina, pendurados, um de cada lado. Agora que o Passos está moribundo e no PSD (de Rio ou de Santana) já se começa a pensar num regresso triunfal ao poder, Marcelo não perde a primeira oportunidade de ameaçar Costa com a dissolução da Assembleia da República.
Afinal, nada de novo. Marcelo é aquilo que sempre foi e começou a despir o fato do presidente de todos os portugueses e já anda a vasculhar nas gavetas a cheirar a naftalina, a t-shirt e a bandeira cor de laranja, da última campanha eleitoral em que participou. Se for assim, então Passos Coelho tinha razão. Marcelo é um cata-vento.

4 comentários:

  1. Gosto demasiado do professor Marcelo para achar semelhante!

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  2. Também gosto do Marcelo e gostei do discurso "endurecido". Pena que seja necessário passar por tragédias, para erguer o punho. Cambada!

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  3. Espero que não seja assim... Pela primeira vez gosto de alguém que está à frente do país! Espero não me desiludir.

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  4. Também gosto do Marcelo, mas devia ter pulso de ferro, isto assim não vai lá

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