Não são invulgares as críticas ao poder quando alguém é condecorado/homenageado depois de morto. Lá diz o provérbio que "depois de burro morto, cevada ao rabo", ou "se queres ser bom, morre ou ausenta-te".
Não concordo, de todo, que só se reconheça o valor das pessoas depois de elas morrerem. Porém, penso que homenagear alguém demasiado cedo, sem os créditos que apenas uma história de vida pode confirmar e cuja idoneidade, no futuro, poderá vir a ser questionada, não me parece ser uma atitude sensata.
A vida dá muitas voltas e homenagear alguém sem pergaminhos, com base apenas na visibilidade mediática do momento, ou em interesses políticos meramente circunstanciais, no mínimo pode vir a criar situações constrangedoras.
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| Imagem "daqui", alterada por mim |
Aquela homenagem apressada e politiqueira dos caciques da Madeira, pode vir a revelar-se um erro crasso se, a qualquer momento, quer pela imaturidade, quer pelas rasteiras da vida, o brilhantismo de Cristiano Ronaldo vier a sofrer um revês.
Não vamos já crucificar CR7, mas todos sabemos como a justiça nos EUA é um circo, o que por vezes a torna "injusta". No caso das coisas correrem mal ao CR7, nem quero imaginar os madeirenses a terem que engolir o orgulho se as entidades competentes tiverem que rebatizar o aeroporto do Funchal e aquela estrutura aeroportuária que hoje ostenta o nome de um herói nacional do futebol, de repente passe a chamar-se:

