terça-feira, 7 de julho de 2026

O mundo é um penico e o ser humano é uma merda

 Perdi os dados de login do blog e não sei como vim aqui parar...

Facto irrelevante, pois o que tinha para dizer e que vai ficar para a posteridade, está no título.

Até sempre.

terça-feira, 27 de julho de 2021

Só para dizer que ainda estou vivo e pouco mais...

 Estive agora a ver que em 26 de abril tinha vindo aqui dizer, entre outras coisas, que estava a pensar ir morar para o Alentejo.

Pois bem, ao fim de dois meses e meio num processo muito enrolado, esses planos foram por água abaixo, por motivos com os quais não vale a pena perder tempo. A verdade é que se gorou este meu desejo de mudar para o Alentejo, mas não terminou a vontade de sair de Lisboa (mais propriamente Odivelas) e no dia 9 de agosto, se correr tudo como o previsto, vou morar para uma vila ribatejana a cerca de 80 Km. Não é exatamente o que tínhamos planeado, mas para sair do antro em que se transformou a minha rua, estou disposto a ir morar nem que seja para debaixo da ponte. Neste momento (cerca das 8:30 horas), estou a aproveitar para escrever este texto antes que recomecem os martelos de percussão e as marretas dos terroristas aqui do lado.

Nunca pensei ter de mudar de casa nesta idade e, confesso, está a custar bastante. Nestes últimos dias/meses é que me tenho apercebido como o corpo e a mente estão a acusar o desgaste de quase 70 anos. A minha coluna está uma desgraça e o simples desmontar de um móvel ou encaixotar a tralha que se foi juntando ao longo da vida, tornou-se penoso.

Outras preocupações estão a abalar-me terrivelmente a moral. Tinha exames para fazer, depois da oncologia me ter alertado para uma lesão na coluna que parece ter evoluído desde a última TAC, mas a covid e todo este processo de mudança, fizeram-me tomar uma decisão de que um dia talvez me venha a arrepender: adiei uma biópsia e eu sei bem como o tempo é fundamental em oncologia. Mas já escapei uma vez e pode ser que isto seja apenas excesso de zelo da médica nova que substituiu o médico que me assistia há 15 anos. Espero que não seja nada de grave e se for, para onde vou morar também há cemitério.

E pronto, espero ganhar novo ânimo com a mudança e, quem sabe, um dia retomar a atividade bloguista que, ultimamente, tenho substituído pelo imediatismo do Facebook e do Instagram.

Beijos e abraços. 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

A vida é um novelo


Talvez um dia ainda consiga desemaranhar o novelo que eu próprio sou, mas o tempo está a ficar curto.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

E depois de mim, uma bomba

Então é assim (esta maneira de começar é horrível, não acham):
Volta, não volta, ainda tenho saudades disto, mas os blogs entraram em decadência (nota-se pelo número de comentários) e eu aprendi a sintetizar em imagens e texto curto (como manda o Instagram), tudo o que dantes necessitava de um testamento. 
Novidades?
Tenho andado muito doente da cabeça, por causa de uns azeiteiros que andam em obras há seis semanas (fins de semana incluídos) e o sujeito pacifico que sou, torna-se agressivo e mal humorado quando me fodem a carola. Também por isto e porque a minha Maria se reformou em outubro, estamos a pensar ir morar para a província. Estou farto de passar os dias a ouvir rock de phones, para não ouvir os grunhos e seus martelos de percussão. Espero ir morar no Alentejo antes do início do verão (talvez em junho) e quando for a 5 km daqui, espero que um B52 dos EUA, transviado, deixe cair aqui uma MOAB (Mother Of All Bombs), que é só a bomba mais potente antes da bomba atómica e faz uma cratera com 200 m de diâmetro.
Neste momento o meu coração transborda ódio e raiva e estou capaz de comer um labrego grelhado (bem passado). Morre tanta gente que faz falta e o mundo continua a poupar os idiotas...

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Mais de dois meses depois...

 É verdade, já fez dois meses no dia 19, que aqui vim pela última vez. O confinamento tem-me remetido ao sofá e, através do smartphone não é fácil aceder ao blog e o meu portátil, que comprei há quase três anos, precisamente para poder postar alapado no sofá, foi a pior compra que fiz, a nível informático. Quis comprar um híbrido pela facilidade de acesso com o ecrã tátil, mas descurei o processador. Embora o "bicho" tenha 4 GB de RAM, o processador da família Celeron, é uma merda. Para abrir uma página, leva uma eternidade e se tiver que lidar com dados pesados (fotos e vídeos), é para esquecer. Gastei o dinheiro e não me sirvo daquela bosta de computador e assim, fiquei limitado ao PC de secretária que, apesar de velhinho, tem um processador i5 e 6 GB de RAM. Mas o inverno é lixado e os meus joelhos também já não vão para novos. Para não enferrujar mais os joelhos, os serões têm sido passados no sofá, tapado com uma mantinha e agarrado ao smartphone. Quem diria, há um ano atrás, que me ia tornar fã do smartphone? Não é bem fã, é mais uma questão de comodidade. Aderi ao uso quase exaustivo do Instagram, com algumas publicações simultâneas no Facebook e como isto aqui pela blogolândia está mais morto que a pila do tutankamon, vir aqui escrever para mortos, mais vale ficar enroscado na manta a cuscar memes.

"Prontes", espero que estejam a "curtir" o confinamento e continuem a passar pelos intervalos da chuva, que é o que tento fazer. Sou mais um português daqueles que têm descurado um pouco a saúde, com exames adiados por decisão minha e as idas ao médico reduzidas ao mínimo. Abril está à porta e com ele chegam os malfadados exames na oncologia e eu tremo cada vez que tenho que ir ao Pulido Valente. Estou mesmo a ponderar, seriamente, dar alta a mim próprio. Dezasseis anos depois da cirurgia, sem nunca ter tido problemas, acho arriscado entrar "saudável" no hospital e vir de lá com um Kinder surpresa.

Passem bem.

sábado, 19 de dezembro de 2020

Como o António Costa repreendeu o Cabrita

Ok, fizeste merda no SEF mas podes ficar no cargo se me aqueceres nestas noites frias em que vou estar em confinamento.



 

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

A minha alma está parva

 Hoje, a primeira notícia que ouvi na RTP3, foi que a carta de condução vai passar a ser em formato digital e é para trazer no telemóvel. Até nem é uma má ideia, desde que deem a possibilidade de pedir a carta no modelo físico habitual, pois nem todos os velhos, como eu, têm telemóvel compatível. Tomáramos nós que eles aprendam a não entrar nas autoestradas em contramão.

Assim, as brigadas de trânsito, que já andam equipadas com internet móvel (e com Multibanco, que eu já uma vez paguei 120€ por excesso de velocidade, e foi logo ali, para não perder tempo), para poderem confirmar a veracidade e validade da carta.

Até aqui tudo bem, o problema da carta virtual é que se formos mandados parar por um agente, sei lá... por atropelar uma velha, por exemplo, os agentes não vão andar todos equipados com internet e, nesses casos, vamos ter um prazo para apresentar a carta numa esquadra.

Quer dizer, o polícia é que não tem o equipamento necessário e nós, que já tivemos o trabalho de atropelar a velha, ainda vamos ter que nos deslocar à esquadra.
Faz lembrar a grande vantagem de podermos "encomendar" o Cartão de Cidadão pela internet e a seguir ficarmos seis meses na fila para o ir levantar.
Ou como na ADSE, que podemos mandar os recibos pela net, em formato JPEG, mas a seguir temos que ir aos CTT despachar os originais.
Acho que se o Estado se quer informatizar, primeiro tem que mandar a brigada do reumático para a reciclagem.
Com as velhas de bigode, que continuam a andar pelas repartições a ocupar espaço, é mais fácil regredirmos à idade da pedra lascada, do que informatizar os serviços públicos.

Não sei se é por causa do confinamento, mas cada dia que passa, fico ainda mais embirrante. eheheh

domingo, 8 de novembro de 2020

Não, ainda não morri

 Pois é... há quase meio ano que aqui não vinha e sei que vocês devem estar cheias/os de saudades minhas (cof cof cof). Também não fui (ainda...) infetado pelo vírus. A razão (ou razões) para ter abandonado este barco, é que comecei a perder a paciência para ler e escrever. Hoje, as minhas atividades nas redes sociais, limitam-se a textos curtos e "piadas secas" no Facebook e no Instagram. Não que me tenha tornado fã, mas como passei grande parte da pandemia espojado no sofá, habituei-me ao smartphone (depois de adquirir um com alguma capacidade) que, como sabem, não é a melhor ferramenta para escrever e ler textos grandes.
Assim, vou tentando esquecer o tempo para sempre perdido, sem muita esperança de que esta merda um dia volte ao normal. Começo a ter pesadelos acordado e a imaginar o fim do mundo apocalítico dos filmes de ficção dos anos 70/80, com os febris sobreviventes à covid a matarem por um BEN-U-RON 500.
Meu Deus, antes pegar num fogareiro e ir assar frangos para a Amazónia. 

E "prontes", por hoje é tudo. Espero encontrar-vos aqui lá para a primavera, devidamente vacinados e imunizados.

terça-feira, 28 de julho de 2020

Só para não deixar morrer "isto"...

Outro dia partilhei esta música, mas na versão original dos Deep Purple, com o David Coverdale ainda nos Deep e com 20 anos.

Hoje partilho a versão de 2015, dos Whitesnake, na mesma com a voz (já mais curtida pelos anos) de David Coverdale que, para quem não sabe, integrou as duas bandas (Deep Purple e Whitesnake).

Suponho - não tenho a certeza, nem me apetece pesquisar - ser ele o autor do tema. Nem faria sentido que não fosse, ou não estaria aqui a cantar uma versão "acústica", com a sua banda atual.

Este "rapaz", que julgava ser mais velho, nasceu em setembro de 51 (tem só mais seis meses do que eu).

A música é linda e em conjunto com o poema, é de fazer chorar as pedras da calçada. 



quarta-feira, 22 de julho de 2020

Parece que foi ontem

Hoje fazemos 42 anos de casados. Parece que foi ontem.

Teremos o casamento perfeito?
Não há casamentos perfeitos. Há casamentos por amor em que duas pessoas têm mais probabilidades de se darem bem, do que se o casamento for por outro motivo qualquer.
Porque é que o nosso já dura há 42 anos e o de muitos dos nossos amigos terminou passados poucos anos (ou meses)?
Não sei responder a esta pergunta. Não foi, certamente, por qualquer um de nós se deixar subjugar pelas ideias do outro. Pelo contrário: passados 42 anos continuamos a ter muitas divergências e temos discussões acesas. Mesmo muito acesas. Nenhum de nós perdeu a identidade com o casamento. Nenhum de nós acredita naquelas tretas de que depois do casamento passamos a ser o 2 em 1. Nós éramos seres individuais e continuamos a sê-lo. Nenhum de nós entende que o outro deve mudar para agradar ao outro e nenhum de nós tem a pretensão de fazer o outro mudar, até porque isso não faria sentido. Se nós nos apaixonamos por uma pessoa, com todos os defeitos e virtude que a pessoa tem, não é normal depois de casarmos queremos que a pessoa mude. Não podemos exigir à pessoa por quem nos apaixonámos, que se transforme na versão mais recentes do telemóvel que comprámos no ano passado.
Não tenho uma explicação, nem acredito em casamentos perfeitos. Nós é que vamos fazendo do nosso casamento o casamento perfeito, à medida que vamos tendo capacidade de resolver os problemas da vida.
Não casei com ela por ser a miúda mais gira do baile. Não casei por ela me ter caído do céu aos trambolhões quando eu não tinha onde cair morto. Casei com a mulher por quem me apaixonei e se alguém tiver dúvidas, nunca tive necessidade de procurar fora de casa o que nunca me faltou em casa.

domingo, 5 de julho de 2020

O Sul já não é dos mouros desde D. Afonso III

Não percebo tanta admiração por ser na região da Grande Lisboa que se regista o maior número diário de infetados pela COVID-19, se é aqui que vem parar tudo.
Já no início da década de 70 do século XX, quando comecei a trabalhar numa empresa sediada na zona do Poço do Bispo/Braço de Prata, se dizia que o pessoal vinha do Norte no comboio rápido e em Marvila saltavam em andamento e iam cair todos no bairro chinês, um bairro de barracas em que os esgotos corriam pela rua e que, mesmo no tempo da repressão fascista, não era qualquer polícia que arriscava lá entrar.

Atualmente a Grande Lisboa tem o maior enclave africano do país (Amadora), de onde partem, todas as madrugadas, em autocarros e comboios sobrelotados, ordas de empregadas de limpeza e trabalhadores da construção civil que, por sua vez, deixam na cama manadas de crias sem educação que recebem a PSP à pedrada e que não estão dispostos a cumprir as mais elementares regras de civismo.

Os verdadeiros lisboetas, os "alfacinhas de gema", há muito que não existem. O que existe são cerca de 3,5 milhões de habitantes nos subúrbios, muitos dos quais ainda são descendentes dos tais "pára-quedistas" que saltavam do comboio e aterravam em Marvila e que só depois da chegada da pandemia é que descobriram que água e sabão não servem só para fazer bolhinhas.


quarta-feira, 24 de junho de 2020

Para o populista Salvador "Mealheiro"

A não ser numa ditadura, como na China, fazer um cerco sanitário a 4 milhões de pessoas, não é o mesmo que fazer o cerco sanitário no concelho de Ovar, que tem 55 mil pessoas.
Mas ele sabe disso, só que, como qualquer populista, diz aquilo que os idiotas querem ouvir, porque dá votos.
Para mim, estes fulanos só tinham uma saída: dava-lhes carta branca para fazerem aquilo que apregoam, com as condicionantes que as leis das democracias impõem. Se ao fim de um mês não obtivessem resultados, atava-lhes um bloco de cimento com 50 quilos ao pescoço e mandava-os nadar até à América.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Quem te manda, sapateiro, tocar rabecão?

Não tenho pretensões a que o meu blog vá tão longe e ainda bem.
Se o pacóvio de Ovar lesse isto, amanhã pedia um cordão sanitário à volta do mundo, exceto na Coreia do Norte. 


quinta-feira, 11 de junho de 2020

Estava a chover...

Os brasileiros dizem que "pão de pobre, quando cai, cai com a manteiga para baixo".
Nós falamos frequentemente com familiares no Alentejo e quando aqui está a chover, lá não há uma nuvem no céu. No Alentejo só chove quando eu vou lá.
Não digo que a chuva não faça falta. Só que eu não tenho nenhuma horta nas costas e se há sete dias por semana, deixem um dia sem chuva quando lá vou.
Fotos (como tinha prometido no post de ontem)?
Peço desculpa mas não levei o fato de homem-rã.